Lula sanciona reajuste às aposentadorias e pensões e veta fim do fator


Agência DIAP
15 de Junho de 2010

Depois de muito suspense e especulações, ao longo da última semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (15), dia da estréia da seleção brasileira na Copa do Mundo, na África do Sul, o reajuste de 7,7% aos aposentados e pensionistas que ganham acima do salário míninmo.

Antes de sancionar o texto da medida provisória aprovada pelo Congresso, Lula se reuniu por cerca de quatro horas com a equipe econômica do Governo, além do ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, e o líder do Governo na Câmara, Cândido Vacarezza.

A queda do fator previdenciário foi vetada, como aliás já era esperado por todos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ao deixar a reunião que Lula orientou a equipe econômica a fazer os cortes necessários em outras despesas para compensar os gastos com o reajuste.

Ele voltou a afirmar que não haverá redução em investimentos, mas em custeio e em emendas parlamentares

"Além dos cortes que já fizemos [no Orçamento], de R$ 10 bilhões, cortaremos R$ 1,6 bilhão para não alterar o Orçamento".

O deputado Vacarezza disse que deixou claro para o presidente que não passaria na Câmara ou no Senado qualquer percentual que fosse inferior aos 7,7%.

Com a decisão de Lula, a oposição fica numa situação cada vez mais complicada diante do processo sucessório.

PIB alto, economia em franca expansão, emprego em alta, não há crise política na base a ser explorada e amplificada pela mídia serrista, Copa do Mundo, ameaça do DEM de deixar a coligação oposicionista, ausência de um candidato a vice que agregue força política à chapa de Serra, tudo conspira contra a "mudança" propugnada pela oposição.

Comentários (2)
escrito por paulo, junho 15, 2010
Sancionar o aumento de 7,7% não é nenhuma excentricidade e sim uma obrigação do presidente que deveria também ter aprovado o fim do fator previdenciário, ao invés de vetá-lo.

Há no Brasil, muitos desvios e atalhos percorridos pelos recursos públicos que causam rombos astronômicos ao erário.

"Enxugar a máquina" e tratar com responsabilidade e honestidade as coisas públicas, incluindo a previdência social, isso é, entre outras coisas, o que qualquer governante sério deve fazer e ao fazê-lo, sobrará dinheiro para investimento e valorização de quem realmente trabalha para o enriquecimento dessa nação

 

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